Resgate e Tradição: Aldeia indígena em Amarante recebe primeira feira de troca de sementes crioulas

Feira de Troca de sementes crioulas

Feira de Troca de sementes crioulas

Nesta última semana, (sexta-feira, 28 de setembro), a aldeia Xupé da etnia Guajajara, localizada no município de Amarante, distante a mais de 600 km da capital, recebeu pela primeira vez, a Feira de Trocas de sementes crioulas. O objetivo da feira é incentivar o cultivo, informar e manter vivos os saberes tradicionais locais que passam de geração a geração e assim, garantir a preservação das espécies de sementes crioulas que são mais resistentes a pragas, solos de baixa fertilidade e a climas secos.

O evento foi muito animado, com músicas e danças e prestigiado pelas aldeias do município de Arame (Zutiua, Nova Zutiua, Marajá e Alto Mirim) e do município de Amarante (aldeias Bezerra, Lagoa Queta, Olho D’água e Xupé).

Na oportunidade foi destacado a importâncias da preservação das sementes crioulas e os representantes das aldeias falaram das variedades das sementes e sua utilidade na criação de artesanatos, alimentação e para remédios.

Feira de Troca de Sementes Crioulas

Feira de Troca de Sementes Crioulas

“Para nós é muito importante receber este evento na nossa aldeia porque traz conhecimentos para nossas crianças e nossos jovens que vão preservar nossas sementes e nossa tradição. Nossas sementes são puras e servem para nossa alimentação (fava, milho, feijão, arroz), para nosso artesanato (tiririca, juçara, tucumã, mulungu) e para remédios (milho preto, Cumaru, Mangabeira, Mucuíba)”, explicou Luzirene da Silva Guajajara, cacique da aldeia Xupé.

 

“Esta é a segunda feira de troca de saberes e sementes indígenas que estamos realizando. A primeira foi no município de Barra do Corda com a participação de diversas aldeias e municípios. Aqui é a primeira

Feira de Troca de Sementes

feira de troca de sementes

Feira realizada numa aldeia indígena. Com a realização dessas feiras nós resgatamos e mostramos a diversidade de sementes que as aldeias indígenas cultivam e preservam. São sementes livres de agrotóxicos e livres de transgênicos”, pontuou Luciene Dias Figueiredo, secretária adjunta de Extrativismo, Povos e Comunidades Tradicionais da secretaria de Estado da Agricultura Familiar – SAF.