Um ensino diferente chamado educação de formação por alternância

ESCOLA FAMILIAR RURAL

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“Nossa escola fica a 22 km da sede de Lago do Junco. Atendemos 154 alunos de 15 municípios da região. Eu me sinto honrado por ter sido aluno da primeira turma, há 12 anos atrás. Hoje, volto como professor para ajudar novos jovens a pensar numa agricultura sustentável e igualitária, valorizando nossas bases, lutas sociais e nossas comunidades tradicionais. A gente prepara nosso aluno não simplesmente para sala de aula ou para o campo, agente prepara-os para ser cidadãos”, declarou Vicente Silva, professor da Escola Família Agrícola Centro Manoel Monteiro, do município de Lago do Junco.

“Na nossa escola, o setor de criação de animais se destaca. Temos a criação de suínos, aves, piscicultura, ovinos e vaca leiteira. Este ano, tivemos a felicidade de contar com o incentivo do Governo do Estado e avançamos na criação de ovinos e na construção do aprisco. Começamos com seis animais e hoje contamos com 31 ovinos”, completou seu Vicente.

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A educação de formação por alternância surgiu na França, em 1937. À época, as famílias camponesas queriam a formação dos filhos, mas queriam também evitar que os filhos gastassem a maior parte do dia no caminho de ida e volta para a escola.  Hoje, essa forma diferenciada de ensino está disseminada nos quatro cantos do planeta.

No Maranhão, milhares de jovens, de 10 a 22 anos, conhecem bem esse método de aprendizado, focado na metodologia por alternância, onde os alunos têm as disciplinas regulares do currículo do Ensino Fundamental, Médio e ensino técnico agrícola. Quando retornam para casa, colocam em prática o conhecimento adquirido nas propriedades onde vivem.

“Em 2017, realizamos uma chamada pública onde investimos mais de meio milhão de reais, beneficiando cerca de 2 mil jovens de 33 escolas com projetos produtivos. Hoje, nós acompanhamos os avanços de mais de cem projetos nas áreas de horticultura e criação de aves, suínos, bovinos, ovinos e piscicultura”, explicou o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Júlio César Mendonça.

ESCOLA FAMILIAR RURAL

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“Com o incentivo financeiro dos projetos das Escolas Famílias Agrícolas (EFA) e das Casas Familiares Rurais (CFR), os alunos do meio rural terão estrutura adequada para aprender no campo e praticar, dentro da propriedade familiar, o que aprenderam em sala de aula. Acreditamos que o Governo do Estado está no caminho certo priorizando o conhecimento e a produção”, pontuou Adelana Santos, superintendente de Articulação Política da SAF.

Avanços – No município de São Luiz Gonzaga, o diretor da Escola Família Agrícola Santo Antônio do Costa, Fernando conta que a escola atende 83 alunos filhos de agricultores do sexto ao nono ano. Além da grade curricular normal, a escola trabalha com a disciplina de agricultura e zootecnia. A escola estava passando por muitas dificuldades na infraestrutura e nos setores produtivos.

“Nós estávamos enfrentando muitas dificuldades. Com investimentos de R$ 16.587 mil nós implantamos a criação de aves caipira, compramos sementes e melhoramos os setores produtivos da escola, que não servem apenas para os alimentos dos jovens, mas também tem fins pedagógicos, uma vez que possibilita o aprendizado das aulas práticas associadas as aulas teóricas”, explicou o professor.

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No município de Lago do Junco, a professora Leilda da Silva, da escola Família Antônio Fontinele, conta que a escola investiu no projeto de piscicultura e que agora todos os setores da escola estão ativos. “Nós investimos na construção dos tanques, compras de alevinos e compramos as redes de pesca. Nossa produção nós usamos na alimentação dos alunos e vendemos na comunidade. Esperamos que esse projeto do Governo continue e que possa contemplar outras escolas que não foram beneficiadas este ano”, concuiu, Leilda.